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Bull capta R$ 20M em rodada seed liderada por Maya e Caravela

01 de September de 2026 0 leituras
Bull capta R$ 20M em rodada seed liderada por Maya e Caravela

A Bull, plataforma de credit as a service que permite que empresas lancem e operem produtos de crédito, captou R$ 20 milhões em sua rodada seed. O aporte foi liderado pelos fundos Maya e Caravela, com participação da Canary, que esteve à frente da rodada anterior, anunciada há menos de um ano.

Segundo a empresa, os recursos serão destinados ao fortalecimento da plataforma, com investimentos em inteligência artificial, infraestrutura de dados, cibersegurança, aprimoramento contínuo dos modelos de decisão e automação de processos para reduzir custos operacionais. A estratégia é sustentar a expansão da operação de crédito, ampliar a base de clientes e parceiros e preparar a companhia para atuar com múltiplos produtos.

“A plataforma opera na nuvem com dados próprios e toda a governança sobre eles. Agora, queremos trazer a parte de inteligência de cybersecurity e implementar IA no core do produto”, afirma José Pires Neto, cofundador e COO da Bull. A ideia, diz ele, é usar essa estrutura como base para o lançamento de novos produtos de crédito “de uma forma rápida, segura, aproveitando a infraestrutura que a gente construiu”.

O executivo cita ainda um segundo eixo de investimento, voltado à visibilidade da marca. “Queremos dar mais visibilidade à marca, além de investir em awareness e go-to-market. Vamos fortalecer o time comercial e de marketing, participar de alguns eventos e patrocinar outros”, afirma. O COO considera que a empresa já tem maturidade para acelerar a expansão e ampliar o reconhecimento da Bull entre potenciais clientes.

Parte do capital também será destinada ao desenvolvimento de dois pontos que Juliana Freitas, cofundadora e CEO da Bull, considera os principais diferenciais da companhia: a inteligência de crédito e o custo para os clientes. A intenção é seguir aprimorando essas frentes e levar a fintech para além do crédito consignado privado.

Reforço de caixa

O investimento chega menos de um ano depois de a Bull anunciar sua primeira rodada institucional. Em outubro de 2025, a fintech captou um pré-seed de R$ 10 milhões, liderado pela própria Canary e com participação da Endeavor, por meio do Scale Up Ventures. Na época, a companhia projetava transacionar R$ 1 bilhão em crédito nos 12 meses seguintes.

“Tínhamos como meta colocar o MVP no ar, com infraestrutura white label e uma boa camada de inteligência e operação. O produto foi muito bem aceito pelo mercado”, afirma Juliana. Segundo ela, a companhia já soma mais de 20 clientes de médio a grande porte na plataforma. “Esse é o momento de trazer mais capital para continuar fortalecendo a plataforma”, diz.

Para José, a decisão de captar novamente tão cedo teve como objetivo evitar um eventual gargalo de caixa mais à frente. “É um capital para continuar crescendo sem ter um gargalo. Não vamos pegar dinheiro só quando faltar dinheiro”, afirma. Boa parte dos recursos levantados no pré-seed, acrescenta o executivo, ainda está em caixa. “Há muita oportunidade a ser capturada e quisemos capitalizar a empresa para poder continuar acelerando.”

A relação com os investidores combinou contatos construídos desde o pré-seed com o interesse de novos fundos na companhia. “Quando decidimos fazer a rodada, fomos a mercado conversar com todo mundo e entender as oportunidades. Alguns investidores também nos procuraram”, afirma José.

Visão de negócio

Fundada em 2025 por Juliana Freitas e José Pires Neto, a Bull nasceu com o crédito consignado privado — modalidade com desconto em folha de pagamento voltada a trabalhadores CLT — como primeiro produto, mas foi desenhada desde o início para suportar diferentes modalidades de crédito. Os fundadores são empreendedores de segunda viagem: antes de criar a Bull, os dois estiveram à frente da FortBrasil, que chegou a 2 milhões de clientes e movimentou R$ 20 bilhões em crédito antes de ser adquirida pela DM, em 2023.

No curto prazo, a companhia pretende alcançar R$ 1 bilhão em operações até o fim de 2026 e validar e lançar uma nova linha de crédito por meio de ecossistemas de parceiros. No médio prazo, o foco é ampliar a base de clientes e o volume de crédito distribuído pela plataforma. Já no longo prazo, a meta é se tornar a solução padrão para empresas que queiram lançar produtos de crédito, segundo a empresa. A companhia também espera ultrapassar R$ 100 milhões em crédito originado por mês já no terceiro trimestre de 2026.

Os clientes da Bull, explica José, incluem empresas financeiras, varejistas, empresas de benefícios, marketplaces e plataformas de tecnologia que usam a companhia para lançar seu próprio crédito consignado privado. Para o executivo, o diferencial da Bull em relação a players mais tradicionais do setor de credit as a service está em entregar, além da infraestrutura tecnológica e regulatória, toda a operação — atendimento, cobrança, conciliação e conexão com o FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, veículo usado para financiar as operações de crédito).

O executivo afirma ainda que investidores dos veículos que financiam as operações da Bull relatam uma inadimplência menor do que a média do mercado. Na avaliação dele, esse desempenho tem facilitado a captação de capital para financiar o crescimento da operação ao longo do tempo.

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Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de startups.com.br.

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