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Celcoin compra VERT Capital e mira mercado de capitais

01 de September de 2026 0 leituras
Celcoin compra VERT Capital e mira mercado de capitais

Leia um resumo desta notícia

  • A Celcoin, infratech de serviços financeiros, adquiriu a VERT Capital, provedora de serviços para o mercado de crédito.
  • Com a aquisição, a Celcoin passa a atuar no mercado de capitais e planeja investir R$ 500 milhões em três anos.
  • A VERT Capital é especializada em operações estruturadas, securitização e administração de fundos.
  • A compra permitirá à Celcoin cobrir etapas como securitização, estruturação e gestão de fundos estruturados.
  • A VERT é a sétima aquisição da Celcoin desde 2022, que já comprou empresas como Galax Pay e Vulkan Labs.

Lá vem a Celcoin comprando novamente, e desta vez ela resolveu apontar para um mercado inédito. A infratech de serviços financeiros acabou de anunciar a compra da VERT Capital, uma das maiores provedoras independentes de serviços para o mercado de crédito no país, especializada em operações estruturadas, securitização e administração de fundos.

Com o negócio, cujo valor não foi revelado, a companhia passa a atuar no mercado de capitais, vertical que não estava no “cardápio” da empresa até agora. Para acompanhar o deal, a Celcoin promete investir R$ 500 milhões nos próximos três anos, sendo R$ 200 milhões destinados exclusivamente a tecnologia, e projeta alcançar R$ 800 milhões de receita recorrente anual já em 2026 considerando a aquisição.

A lógica da compra é de encaixe de peças. Até aqui, a atuação da Celcoin em crédito parava na infraestrutura para originar, formalizar e operacionalizar as transações — uma vertical que já atende centenas de clientes e origina mais de R$ 1 bilhão por mês. A compra da securitizadora e da gestora está concluída, mas a aquisição da DTVM depende de aprovação do Banco Central.

Fundada há dez anos, a VERT conta com cerca de 240 colaboradores, R$ 142 bilhões já emitidos em operações, cerca de R$ 97 bilhões em ativos sob administração e participação em mais de 490 operações envolvendo FIDCs, FIAGRO, FII, CRIs, CRAs e debêntures. A empresa também atua em tokenização de ativos e, desde 2024, opera como distribuidora de títulos e valores mobiliários, frente que soma mais de R$ 16 bilhões sob administração em FIDCs.

Segundo destacou o CEO Marcelo França em comunicado, a VERT permitirá à Celcoin cobrir também as etapas seguintes: securitização, estruturação, administração fiduciária e gestão de fundos estruturados. Com o movimento, ela passa inclusive a competir com outros nomes badalados do mercado, como QI Tech, Vórtx e Kanastra.

“Construímos a Celcoin acreditando que a infraestrutura financeira precisava ser cada vez mais aberta, tecnológica e acessível. A chegada da VERT representa um novo capítulo dessa estratégia”, afirma o executivo. Segundo ele, o ecossistema passa a ampliar as possibilidades para os mais de 800 clientes da casa.

Apesar da aquisição, o discurso das duas companhias é de preservação da autonomia. “A VERT construiu sua trajetória combinando excelência técnica, autonomia e um relacionamento muito próximo dos clientes. As soluções continuarão sendo oferecidas de forma modular e independente”, afirma Fernanda Mello, CEO da VERT. “Como parte da Celcoin, ganharemos capacidade de investimento para acelerar tecnologia, inovação, segurança e crescimento”, completa.

M&A Machine

Apesar de ser a primeira compra em 2026, a VERT é a sétima aquisição da Celcoin desde 2022, e a segunda em menos de um ano. A sequência começou com a Galax Pay, de cobrança recorrente e subadquirência, seguida por Flow Finance, de infraestrutura de crédito, e Finansystech, de Open Finance, comprada por R$ 85 milhões.

Depois vieram a regtech Regulatório+, a gaúcha CobranSaaS, de cobrança e gestão de carteiras, e, em novembro do ano passado, a Vulkan Labs, especializada em motor de decisão de risco com IA, negócio com o qual a companhia projetava dobrar sua vertical de crédito.

O combustível de boa parte dessa esteira veio da rodada de R$ 650 milhões liderada pela americana Summit Partners em junho de 2024, com participação da Innova Capital, explicitamente voltada a crescimento orgânico e aquisições estratégicas. Naquele mesmo ano, a empresa montou uma área dedicada a M&A, entregue a Sérgio Meirelles, executivo com passagens por iFood e Citi.

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Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de startups.com.br.

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