O divórcio saiu: Azzas 2154 (AZZA3) será dividida entre Arezzo&Co e Soma — e Farm fica em ‘guarda compartilhada’
Pouco mais de dois anos depois de Arezzo&Co e Grupo Soma subirem ao altar para formar uma das maiores empresas de moda da América Latina, o casamento chegou oficialmente ao fim. Com o divórcio na mesa, a dupla já definiu quem fica com o quê — e a única coisa que permanecerá em 'guarda compartilhada' é a Farm Rio.
A Azzas 2154 (AZZA3) anunciou nesta quarta-feira (2) que os blocos de acionistas liderados por Alexandre Birman e Roberto Jatahy chegaram a um acordo vinculante para dividir o conglomerado em duas companhias abertas independentes: Arezzo&Co e Soma, praticamente como eram antes do casamento.
A Farm Rio ganhará uma empresa própria, controlada conjuntamente pela Arezzo&Co e pela Soma, ao menos até que seja definido o futuro da marca. A Arezzo&Co será dona de 57,4% dessa nova empresa, enquanto a Soma ficará com os 42,6% restantes.
Segundo o fato relevante divulgado nesta manhã, a análise de alternativas estratégicas para a Farm, que pode resultar na entrada de um investidor ou até na venda da operação, continuará mesmo depois da separação.
Quem fica com o quê na separação da Azzas 2154
A divisão procura reconstruir, em grande medida, os dois grupos existentes antes da fusão concluída em 2024, mas com algumas diferenças importantes.
A nova Arezzo&Co, liderada pelo bloco Birman, concentrará os negócios de calçados e bolsas, incluindo Arezzo, Schutz, Anacapri, Vans, Alexandre Birman e Carol Bassi. Também ficarão deste lado a Hering e suas extensões, embora a companhia de vestuário tenha entrado no conglomerado originalmente por meio do Grupo Soma.
Já a nova Soma, liderada pelo bloco Jatahy, reunirá Animale, NV, Maria Filó, Cris Barros, Reserva, Oficina e Foxton, além das extensões dessas marcas.
E como ficam os acionistas de AZZA3?
A separação será realizada em duas etapas. Na primeira, haverá uma cisão parcial da Azzas 2154, com a distribuição das marcas e operações entre Arezzo&Co e Soma e a constituição da empresa que concentrará a Farm.
Cada acionista de AZZA3 receberá ações das duas novas companhias na mesma proporção de sua participação atual. Em outras palavras, quem hoje possui uma determinada fatia da Azzas passará a ter essa mesma participação relativa tanto na Arezzo&Co quanto na Soma.
Na segunda etapa, os blocos Birman e Jatahy farão uma permuta de ações para concentrar suas participações nas respectivas empresas.
Ao final da operação, o bloco liderado por Roberto Jatahy será dono de 25,95% da Soma. O bloco Birman, por sua vez, ficará com 32,13% da Arezzo&Co e ainda manterá uma participação de 6,18% na Soma.
Os demais acionistas — incluindo os investidores que possuem AZZA3 na bolsa — deterão conjuntamente 67,87% de cada uma das duas companhias. A empresa ainda não informou quais serão os novos códigos de negociação, nem apresentou um cronograma para a conclusão da operação.
Segundo a Azzas, a conclusão da reorganização ainda depende de algumas condições, como a aprovação dos órgãos de administração e da assembleia geral da companhia, além do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da autorização para listar as ações da Soma no segmento Novo Mercado da B3.
A Farm continua à venda?
A separação da Azzas não encerra o processo de avaliação de alternativas estratégicas para a Farm Rio. A marca continuará pertencendo aos dois lados, mas passará a contar com gestão e governança próprias. Essa estrutura pode facilitar uma futura transação, uma vez que isola a Farm das demais operações e permite negociar diretamente uma participação no negócio.
*Em atualização
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Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de www.seudinheiro.com.