Quénia: Comerciantes estrangeiros em pânico procuram deixar o país
A 2 de Setembro o Presidente William Rutto tinha ordenado a todos os estrangeiros que gerem lojas de pequena dimensão para fecharem os estabelecimentos até à passada segunda-feira.
Na altura o chefe de Estado tinha recebido comerciantes quenianos que protestavam contra os impostos elevados que têm de pagar. Rutto tinha também mencionado a sua intenção em reservar algumas actividades económicas exclusivamente a nacionais, por forma a obrigar as empresas estrangeiras a favorecer fornecimentos e funcionários locais.
Desde o início da semana são muitos os burundeses, nomeadamente, a tentarem recuperar junto da sua embaixada salvo condutos por forma a voltarem para o seu país.
Estes comerciantes estrangeiros temem violências xenófobas, como as verificadas recentemente na África do Sul, e denunciavam medidas discriminatórias já que o Quénia integra a EAC, a Comunidade da África de Leste, que garante a livre circulação dos cidadãos no seio dos países membros.
No entanto o número dois do Ministério dos negócios estrangeiros, Korir Sing'Oie garantiu que as declarações do Presidente tinham sido retiradas do seu contexto.
A Comissão dos direitos humanos indicou nesta terça-feira ter recebido relatos de refugiados ou migrantes a denunciarem ameaças, intimidaçõese tratamentos discriminatórios ou ataques na Internet, na sequência das declarações do Presidente do Quénia.
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Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de www.rfi.fr.